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Não Apresse a Infância

Não apresse a infância Crescemos e viramos arrogantes, autossuficientes, e achamos que sabemos tudo. Por isso deixamos de descobrir e de curtir as coisas pequenas da vida. Essa semana, li um texto que me chamou a atenção: O dia em que parei de mandar minha filha andar logo . Me chamou a atenção porque, no mesmo dia, percebi que eu também estava fazendo exatamente aquilo que a autora descreveu. Eu também estava fazendo a minha filha correr pela vida. E o mais assustador: já percebia ela me apressando também... É como dizem: criança vê, criança faz . E eu não quero mais que ela me veja estressada, sem paciência, elevando o tom de voz à toa, ou fechando os olhos para as coisas simples da vida. Quero que minha filha continue transformando uma cabana de cobertor em castelo, um tapete em disco voador e um simples lápis em uma varinha mágica! Quero que ela continue me perguntando se pode comprar uma asa igual à da Tinkerbell, continue transformando um copo d'água no m...

O Caminho de Volta

O caminho de volta Esta semana li um texto no Facebook que condiz muito com o que tenho pensado ultimamente. Vale a pena ler! Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que, para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe! Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" — e nela mesmo dei meia-volta. Comprei uma casa no campo (maneira chique de dizer, mas é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mai...

O poder das fantasias na infância!

O poder das fantasias na infância: um fim de semana encantado Este fim de semana foi repleto de princesas, fadas e super-heróis! Tudo começou na sexta-feira, com uma festinha de aniversário na escola da Laura. Minha pequena foi fantasiada de Branca de Neve e, tirando o fim de semana passado, quando foi daminha em um casamento, nunca a vi tão feliz por vestir uma roupa como essa! Estava linda e felicíssima por estar vestida de princesa. Ao chegar com ela na escola, encontrei um cenário mágico: Batman, Homem-Aranha, Bela Adormecida, Cinderela, e mais Brancas de Neve... Todos radiantes, se abraçando, rindo e celebrando o fato de estarem vestidos de seus personagens favoritos. Quando se encontravam com alguém com a mesma fantasia, era um grito só: "Igaaaal!" Foi lindo — e emocionante — de ver! No sábado, mais uma festa à fantasia — dessa vez com o tema do filme Rio . A aniversariante estava de ararinha azul, uma fofura! Laura foi de borboleta, novamente cheia de alegr...

Licença Maternidade

Licença-maternidade: o que aprendemos com outros países? Reflexões de uma mãe que viveu na Suécia e observa os desafios no Brasil Cresci na Suécia, um país que é referência mundial em políticas de apoio à família — especialmente quando se trata de licença-maternidade. Desde sempre, achei um absurdo o fato de, no Brasil, o período de licença ser de apenas quatro meses. Recentemente, descobri que houve uma ampliação da licença-maternidade para seis meses em alguns setores. Essa mudança pode, sim, colocar o Brasil entre os países mais generosos nesse quesito. No entanto, é importante lembrar que essa extensão ainda é facultativa , ou seja, as empresas não são obrigadas a concedê-la. Isso significa que muitas mulheres brasileiras ainda voltam ao trabalho apenas quatro meses após o nascimento de seus filhos. Segundo um relatório das Nações Unidas, a maioria dos países oferece entre três e quatro meses de licença. Mesmo assim, acredito que ainda estamos longe do ideal. Sabemos o qua...

Quando nos tornamos pais, tudo muda: da rotina ao sentido da vida

Reflexões sinceras sobre maternidade, prioridades e o amor que transforma Costumam dizer que, quando casamos, nossa vida muda 10%. E quando temos filhos? Muda os outros 90%. Ou seja, nossa vida dá um salto de 360° — e não é exagero. Fui mãe pela primeira vez, e depois pela segunda, e posso dizer com todas as letras: minha vida mudou completamente. Não foram apenas as rotinas, os gastos ou os hábitos que mudaram. Mudou o meu modo de pensar, a minha visão de mundo, minhas prioridades. Tudo passou a ter um novo sentido. Às vezes, tento imaginar como seria a minha vida sem Laura e Luísa. Mas é impossível. É como tentar imaginar a vida sem ar para respirar, sem comida, sem água. Acho até que conseguiria imaginar viver sem tudo isso... mas sem elas? Quando nos tornamos pais, percebemos o peso — e a beleza — de cada gesto. Nossos filhos veem tudo o que fazemos. E, sem perceber, nos transformamos em exemplo. Ser mãe é uma das coisas mais difíceis que existem. Mas também é uma das mais gra...