Ser professora não foi minha primeira opção. Mas foi nela que encontrei meu propósito. Foi na sala de aula que vivi alguns dos meus dias mais felizes — dias cheios de risadas, aprendizados e pequenas grandes descobertas. Foi ali, entre livros, vozes infantis e perguntas curiosas, que me encontrei como profissional e, mais do que isso, como pessoa. Ensinar é um ato de entrega. É abrir o coração para o outro, acreditar na capacidade humana de aprender, evoluir e se transformar. É plantar sementes que talvez nunca vejamos florescer, mas que seguimos regando, confiando que o tempo fará o seu trabalho. Mas hoje, neste Dia dos Professores, é impossível não pensar no quanto essa profissão — uma das mais importantes do mundo — tem sido colocada à prova. Vivemos um tempo em que faltam professores. E não apenas nas estatísticas. Faltam professores nos sonhos das crianças, nas universidades, nos planos de carreira. Muitos desistem antes mesmo de começar. Outros, exaustos, partem em busca de recon...
Vivemos mergulhados em telas. Nossos alunos crescem em um mundo onde digitar é mais rápido, mais prático e, aparentemente, mais “eficiente”. Em sala de aula, não é raro ouvir reclamações como: “ninguém mais escreve à mão” . Se pedirmos cursiva então, o protesto é ainda maior. Mas o que a ciência tem a nos dizer? A escrita manual, inclusive a cursiva, continua sendo uma das principais ferramentas para a aprendizagem, a memória e até para a saúde emocional. Mais do que desenhar letras: o cérebro em ação Escrever à mão não é apenas transferir ideias para o papel. O ato envolve coordenação motora fina, visão, processamento sensorial e memória de forma muito mais complexa do que digitar. Pesquisas com EEG (eletroencefalograma) mostram que, ao escrever manualmente, o cérebro ativa padrões de conectividade mais elaborados, tornando o aprendizado profundo e duradouro. Cada letra traçada cria uma marca mais estável na mente. Um estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia ...